segunda-feira, 17 de abril de 2023

Ecossistemas Digitais em Rede – Discussão na Sala de Aula Virtual (parte 1)

 

Foi-nos solicitado que, com base na visualização do vídeo disponibilizado e na opinião dos autores consultados, apresentássemos a nossa opinião relativamente à possibilidade de desenvolver um ecossistema de educação digital composto por diferentes ambientes de aprendizagem.

 

Foi ainda lançada a seguinte questão para reflexão:

O que é um Ecossistema de Educação Digital, como se pode desenvolver, quem são os seus "habitantes", que ambientes podem ser criados, que configurações pode assumir?

 

A minha participação nesta discussão, que pecou por tardia, foi a seguinte.

 

Apesar de não ter conseguido participar atempadamente neste fórum de discussão devido a constrangimentos pessoais, fui fazendo as minhas leituras e reflexões pessoais sobre o tema, que gostaria de ainda partilhar convosco.

Esta temática é muito interessante para mim enquanto professora porque compreende, a meu ver, o que será o futuro da escola no pós-pandemia. Tenho muita curiosidade em perceber como podemos criar ambientes híbridos de aprendizagem e a forma como se operacionaliza o currículo em tais ambientes.

Numa altura em que tanto se fala do digital e do virtual, é urgente pensar a virtualidade como algo que efetivamente existe, mas que nos remete para outras realidades (físicas, analógicas, digitais) e há a necessidade de construir uma Escola que seja enriquecida pela via digital, não apenas pela via das ferramentas e infraestruturas, mas pela via da inovação pedagógica com o digital. Nós, professores, temos de aprender a articular o trabalho em diferentes ambientes, que podem ter muito trabalho em rede, mas que se enriquecem pedagogicamente com a dimensão digital que lhe acrescentamos.

As Escolas, os Conselhos Pedagógicos das Escolas, têm de considerar o tempo que os alunos já passam em rede e refletir sobre a necessidade de criar os ecossistemas pedagógicos que permitam criar explorar este potencial ambiente de aprendizagem, bem como as opções diferenciadas que ele nos permite. Assim sendo os PADDE das Escolas devem ser construídos tendo em conta as realidades pedagógicas específicas de cada Agrupamento, de forma a que se criem propostas de trabalho em ambientes físicos articulados com o virtual, dentro das caraterísticas físicas e humanas de cada comunidade escolar, e no sentido de melhorar as práticas em termos de hibridismo. Cabe às lideranças definir o projeto pedagógico de cada agrupamento e pensar a melhor forma de mobilizar o seu corpo docente, percebendo e fazendo perceber aos outros de que forma o digital contribui para potenciar o projeto educativo do Agrupamento.

Neste sentido, penso que um ecossistema de educação digital deve ser compreendido como um ambiente de aprendizagem em que os recursos, digitais e analógicos devem ser utilizados de forma integrada e revestida de intencionalidade pedagógica por professores e alunos, mas também envolvendo os seus restantes agentes. A comunicação entre todos os intervenientes e as redes de colaboração são um ponto chave para o sucesso destes ambientes de aprendizagem.

Dependendo dos constrangimentos de cada instituição educativa (que podem ser desde os recursos materiais à formação dos seus recursos humanos), diferentes ambientes de aprendizagem podem ser criados, desde as simples equipas de trabalho numa plataforma LMS até a laboratórios digitais com simuladores interativos, totalmente personalizados de acordo com os interesses dos alunos, modalidades de trabalho facilitadoras e atenção a necessidades específicas de aprendizagem, por exemplo. Penso que a palavra chave aqui é PERSONALIZAÇÃO da experiência de aprendizagem, e sua adequação ao contexto da comunidade escolar, em particular dos alunos.

Sem comentários:

Enviar um comentário