Foi-nos
solicitado que, com base na visualização do vídeo disponibilizado e na opinião
dos autores consultados, apresentássemos a nossa opinião relativamente à
possibilidade de desenvolver um ecossistema de educação digital composto por
diferentes ambientes de aprendizagem.
Foi
ainda lançada a seguinte questão para reflexão:
O que é um
Ecossistema de Educação Digital, como se pode desenvolver, quem são os seus
"habitantes", que ambientes podem ser criados, que configurações pode
assumir?
A
minha participação nesta discussão, que pecou por tardia, foi a seguinte.
Apesar de não
ter conseguido participar atempadamente neste fórum de discussão devido a
constrangimentos pessoais, fui fazendo as minhas leituras e reflexões pessoais
sobre o tema, que gostaria de ainda partilhar convosco.
Esta temática é
muito interessante para mim enquanto professora porque compreende, a meu ver, o
que será o futuro da escola no pós-pandemia. Tenho muita curiosidade em
perceber como podemos criar ambientes híbridos de aprendizagem e a forma como
se operacionaliza o currículo em tais ambientes.
Numa altura em
que tanto se fala do digital e do virtual, é urgente pensar a virtualidade como
algo que efetivamente existe, mas que nos remete para outras realidades
(físicas, analógicas, digitais) e há a necessidade de construir uma Escola que
seja enriquecida pela via digital, não apenas pela via das ferramentas e
infraestruturas, mas pela via da inovação pedagógica com o digital. Nós,
professores, temos de aprender a articular o trabalho em diferentes ambientes,
que podem ter muito trabalho em rede, mas que se enriquecem pedagogicamente com
a dimensão digital que lhe acrescentamos.
As Escolas, os
Conselhos Pedagógicos das Escolas, têm de considerar o tempo que os alunos já
passam em rede e refletir sobre a necessidade de criar os ecossistemas
pedagógicos que permitam criar explorar este potencial ambiente de
aprendizagem, bem como as opções diferenciadas que ele nos permite. Assim sendo
os PADDE das Escolas devem ser construídos tendo em conta as realidades
pedagógicas específicas de cada Agrupamento, de forma a que se criem propostas
de trabalho em ambientes físicos articulados com o virtual, dentro das
caraterísticas físicas e humanas de cada comunidade escolar, e no sentido de
melhorar as práticas em termos de hibridismo. Cabe às lideranças definir o
projeto pedagógico de cada agrupamento e pensar a melhor forma de mobilizar o
seu corpo docente, percebendo e fazendo perceber aos outros de que forma o
digital contribui para potenciar o projeto educativo do Agrupamento.
Neste sentido,
penso que um ecossistema de educação digital deve ser compreendido como um
ambiente de aprendizagem em que os recursos, digitais e analógicos devem ser
utilizados de forma integrada e revestida de intencionalidade pedagógica por
professores e alunos, mas também envolvendo os seus restantes agentes. A
comunicação entre todos os intervenientes e as redes de colaboração são um
ponto chave para o sucesso destes ambientes de aprendizagem.
Dependendo dos
constrangimentos de cada instituição educativa (que podem ser desde os recursos
materiais à formação dos seus recursos humanos), diferentes ambientes de
aprendizagem podem ser criados, desde as simples equipas de trabalho numa
plataforma LMS até a laboratórios digitais com simuladores interativos,
totalmente personalizados de acordo com os interesses dos alunos, modalidades
de trabalho facilitadoras e atenção a necessidades específicas de aprendizagem,
por exemplo. Penso que a palavra chave aqui é PERSONALIZAÇÃO da experiência de
aprendizagem, e sua adequação ao contexto da comunidade escolar, em particular
dos alunos.
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