Este artigo discute
a modalidade de ensino a distância (EaD) em programas de pós-graduação stricto
sensu no contexto atual de hibridismo e multimodalidade, começando por apresentar
o conceito de EaD e sua evolução histórica, pondo a tónica no aparecimento e
desenvolvimento de modelos híbridos e multimodais de ensino. Em seguida,
discute a inclusão de tecnologias digitais na educação, o que tem permitido não
só a expansão da EaD mas também o desenvolvimento e o enriquecimento e
diversificação de novos modelos de ensino e aprendizagem.
O texto aborda a
importância da inovação na educação e apresenta os ecossistemas de inovação
como uma forma de fomentar essa mesma inovação através da criatividade e da
colaboração no contexto educacional.
Por fim, o
artigo conclui com uma reflexão sobre a modalidade de EaD em programas de
pós-graduação stricto sensu, considerando os modelos híbridos e multimodais e a
necessidade de adaptação à mudança integrando a novidade nos processos
educacionais.
Esta leitura
levou-me a refletir sobre o papel da EaD no contexto atual de sociedade da
informação e do conhecimento, sob duas perspetivas. A primeira relacionada com
a forma como as mudanças tecnológicas afetam a própria estrutura da sociedade e
a relação dos indivíduos com o conhecimento. A segunda pela importância da
educação, seja ela em que modalidade e contexto for, para a formação de futuros
cidadãos conscientes, dotados de competências digitais e, simultaneamente, de capacidade
crítica, que lhes permita agir neste novo contexto.
Considerei
especialmente interessante que, dentro dos modelos de EaD sejam destacadas as
diferenças entre o ensino síncrono e assíncrono, realçando que esta dualidade é
tão ou mais relevante como a que opões ensino presencial e a distância.
Também sou da
opinião que as principais vantagens da EaD estão relacionadas com a flexibilidade
e a democratização do acesso ao conhecimento. É interessante que tenham sido
apontados como maiores desafios a necessidade de superar barreiras como a falta
de interação face a face e a necessidade de uma gestão mais eficiente do tempo
e dos recursos disponíveis, mais do que as dificuldades técnicas e de recursos
propriamente ditos. Esta minha ressalva é motivada pela perceção que tenho,
através da implementação dos Planos de Desenvolvimento Digital nas Escolas, que
se está a investir em equipamentos e recursos como se estes, por si só, forem o
garante da inclusão digital quando, na realidade, não se estão a criar as
condições para que a apropriação do digital se concretize de forma consistente
e permanente.
REFERÊNCIAS:
SCHLEMMER, Eliane & MOREIRA, J. António
(2019). Modalidade da pós-graduação stricto sensu em discussão: dos modelos de
EaD aos ecossistemas de inovação num contexto híbrido e multimodal. Revista
Educação Unisinos. 23(4), 689-708, outubro-dezembro 2019
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