domingo, 16 de abril de 2023

Modalidade da pós-graduação stricto sensu em discussão: dos modelos de EaD aos ecossistemas de inovação num contexto híbrido e multimodal. – Bibliografia anotada e comentada

 

Este artigo discute a modalidade de ensino a distância (EaD) em programas de pós-graduação stricto sensu no contexto atual de hibridismo e multimodalidade, começando por apresentar o conceito de EaD e sua evolução histórica, pondo a tónica no aparecimento e desenvolvimento de modelos híbridos e multimodais de ensino. Em seguida, discute a inclusão de tecnologias digitais na educação, o que tem permitido não só a expansão da EaD mas também o desenvolvimento e o enriquecimento e diversificação de novos modelos de ensino e aprendizagem.

O texto aborda a importância da inovação na educação e apresenta os ecossistemas de inovação como uma forma de fomentar essa mesma inovação através da criatividade e da colaboração no contexto educacional.

Por fim, o artigo conclui com uma reflexão sobre a modalidade de EaD em programas de pós-graduação stricto sensu, considerando os modelos híbridos e multimodais e a necessidade de adaptação à mudança integrando a novidade nos processos educacionais.

 

Esta leitura levou-me a refletir sobre o papel da EaD no contexto atual de sociedade da informação e do conhecimento, sob duas perspetivas. A primeira relacionada com a forma como as mudanças tecnológicas afetam a própria estrutura da sociedade e a relação dos indivíduos com o conhecimento. A segunda pela importância da educação, seja ela em que modalidade e contexto for, para a formação de futuros cidadãos conscientes, dotados de competências digitais e, simultaneamente, de capacidade crítica, que lhes permita agir neste novo contexto.

Considerei especialmente interessante que, dentro dos modelos de EaD sejam destacadas as diferenças entre o ensino síncrono e assíncrono, realçando que esta dualidade é tão ou mais relevante como a que opões ensino presencial e a distância.

Também sou da opinião que as principais vantagens da EaD estão relacionadas com a flexibilidade e a democratização do acesso ao conhecimento. É interessante que tenham sido apontados como maiores desafios a necessidade de superar barreiras como a falta de interação face a face e a necessidade de uma gestão mais eficiente do tempo e dos recursos disponíveis, mais do que as dificuldades técnicas e de recursos propriamente ditos. Esta minha ressalva é motivada pela perceção que tenho, através da implementação dos Planos de Desenvolvimento Digital nas Escolas, que se está a investir em equipamentos e recursos como se estes, por si só, forem o garante da inclusão digital quando, na realidade, não se estão a criar as condições para que a apropriação do digital se concretize de forma consistente e permanente.

 

 

REFERÊNCIAS:

SCHLEMMER, Eliane & MOREIRA, J. António (2019). Modalidade da pós-graduação stricto sensu em discussão: dos modelos de EaD aos ecossistemas de inovação num contexto híbrido e multimodal. Revista Educação Unisinos. 23(4), 689-708, outubro-dezembro 2019

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