sexta-feira, 30 de junho de 2023

Sala de Aula Virtual 2- Tecnologias e Softwares para a Criação de AVAs

 

Na primeira semana de março fomos desafiados pelo Professor António Moreira a refletir e discutir o tema que dá título a este post, tendo como ponto de partida a questão:

 

Que pressupostos e critérios devemos usar para selecionar as plataformas e as tecnologias digitais mais adequadas para desenvolver o processo de ensino e aprendizagem?

 

A discussão foi muito participada, tendo havido troca de opiniões pessoais, argumentações mais ou menos fundamentadas em autores que lemos, e algumas intervenções do professor que nos levaram a aprofundar mais determinados ou conceitos ou a esclarecer ideias e posições que estavam a ser defendidas.

O Pedro iniciou a discussão, salientando a importância do ensino híbrido e sugerindo alguns pressupostos cruciais para a seleção de plataformas, incluindo objetivos de aprendizagem claros, adequação e alinhamento com as metas de aprendizagem, necessidade de garantir a acessibilidade e usabilidade, fiabilidade e segurança das plataformas, apoio técnico e análise de custos.

A Leila também se baseou no conceito de blended learning,  destacando a necessidade de combinar diferentes espaços, metodologias e tecnologias no processo de ensino-aprendizagem. Referiu que as aprendizagens fora do ambiente escolar sempre existiram, mas que a internet tornou fundamental que se eduque para a análise crítica das informações que proliferam. Destacou ainda a importância do papel dos professores na seleção de plataformas e tecnologias adequadas e mencionou a importância da comunicação, interação, colaboração muito fundamentada nas pedagogias socio construtivistas e conectivista.

A Sónia Afonso também apoiou a ideia de que a educação deve ser híbrida, combinando a presença física e a digital, a aprendizagem síncrona e a assíncrona e as tecnologias analógicas e digitais. Considerou que a interatividade e a flexibilidade dos conteúdos, do tempo e das plataformas são também determinantes para o sucesso dos alunos, principalmente se acompanhadas da presença digital dos professores, fator crucial para manter a motivação e a interação social dos alunos em ambientes de aprendizagem digital.

O Deric concordou com a perspetiva de Leila sobre a utilização de plataformas de redes sociais nas aulas, considerando que  os professores devem usar plataformas abertas, defendendo a criação de alternativas abertas pelo governo, preocupando-o a falta de regulamentação e de respeito pela privacidade de dados pessoais nas plataformas onde os educadores utilizam dados dos seus alunos.

A este propósito, o Professor António Moreira recordou a importância de se criarem ecossistemas educativos seguros, referindo que o professor, ao criar espaços de aprendizagem online, precisa de ter em conta os potenciais riscos de segurança, e que é necessário refletir sobre as implicações da abertura total dos ambientes educativos.

A discussão prosseguiu com os intervenientes a concordarem na generalidade com os pressupostos e princípios inicialmente apontados pelo Pedro, havendo referências à importância da intencionalidade pedagógica na seleção e uso de tecnologias e plataformas digitais na educação, considerando-se fundamental que os professores definam os objetivos que pretendem que os alunos atinjam e, em função disso, escolham os recursos, analógicos ou digitais, que estejam alinhados com esses objetivos.

Foi também referida a importância da personalização da aprendizagem e da acessibilidade na integração das tecnologias digitais. As plataformas e tecnologias devem ser escolhidas de forma a atender às necessidades educativas individuais de cada aluno e é necessário garantir que são acessíveis a todos os alunos, considerando as suas capacidades ou limitações pessoais, bem como a facilidade de acesso à própria tecnologia.

 

A formação dos professores foi também referida como sendo crucial para que se dê a integração eficaz das tecnologias digitais na educação. Os professores precisam receber formação adequada não apenas sobre as competências técnicas, mas também sobre como integrar efetivamente as tecnologias nas suas práticas de ensino.

Ainda em relação às ideias inicialmente lançadas pelo Pedro, foi também discutida a relevância dos jogos online e da realidade imersiva enquanto componentes dos AVA eficazes, relativamente à qual não se chegou a um consenso. Por um lado, é reconhecido o valor dos jogos e ambientes imersivos para motivar os alunos, por outro é preciso enfatizar que, para que estes possam de facto apoiar a aprendizagem dos alunos, é necessário que a sua utilização esteja revestida de uma abordagem pedagógica adequada.


Em jeito de conclusão e resumo, pode dizer-se que desta discussão se concluiu que para selecionar as plataformas e as tecnologias digitais mais adequadas para desenvolver o processo de ensino e aprendizagem devemos privilegiar a intencionalidade pedagógica, a personalização da aprendizagem e a acessibilidade; e que para que tal aconteça, é necessário criar condições ao nível da formação de professores e promover a reflexão sobre as práticas atuais na integração de tecnologias digitais na educação.

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