segunda-feira, 26 de junho de 2023

Modelos de ensino e aprendizagem híbridos

 

Análise de texto e reflexão baseada em:

Moreira, J. A., & Horta, M. J. . (2020). Educação e ambientes híbridos de aprendizagem: um processo de inovação sustentada. Revista UFG, 20(26).

https://doi.org/10.5216/revufg.v20.66027

 

 

Já foi referido em posts anteriores como os modelos de ensino e aprendizagem híbridos permitem criar experiências enriquecedoras e inovadoras. Vamos agora ver como se pode tirar partido das potencialidades dos ambientes virtuais integrando-as com as das salas de aula tradicionais (físicas).

Existem quatro modelos principais de blended learning categorizados pelo Clayton Christensen Institute: Modelo de Rotação, Modelo Flex, Modelo Self-Blend e Modelo Virtual Enriquecido.

 

Modelo de Rotação: Os alunos alternam entre diferentes ambientes de aprendizagem, em que pelo menos uma das atividades decorre online. Existem quatro submodelos dentro deste: Rotação por Estações, Laboratório Rotacional, Sala de Aula Invertida e Rotação Individual.

 

·      Rotação por Estações: Os alunos circulam entre diferentes estações de aprendizagem, realizando atividades colaborativas ou individuais (pelo menos uma estação é online).

 

·      Laboratório Rotacional: Os alunos alternam entre a sala de aula tradicional e um laboratório de informática (onde decorrem as atividades online).

 

 

·      Sala de Aula Invertida: Os alunos estudam e acedem à informação online fora da aula (em casa), realizando na sala de aula as discussões de ideias e conceitos, e os exercícios práticos.

 

·      Rotação Individual: Cada aluno possui um roteiro de trabalho individualizado, que pode não passar por todas as estações disponíveis, permitindo uma personalização da experiência de aprendizagem adaptada às necessidades específicas e capacidades individuais de cada um.

 

Modelo Flex: As atividades online constituem o cerne do processo de ensino e aprendizagem, permitindo aos alunos uma experiência flexível, adaptada ao ritmo individual de cada um, sendo apoiada pelo professor (presencialmente ou a distância – online).

 

Modelo Self-Blend: Há uma desmaterialização da sala de aula tradicional no sentido em que os alunos desenvolvem todas as atividades de aprendizagem em ambientes virtuais, com professores online (podendo, no entanto, ocorrer atividades presenciais na escola).

 

Modelo Virtual Enriquecido: Combina sessões presenciais com sessões online, sendo, no entanto, privilegiada a componente virtual.

 

É importante destacar que existem outras propostas de modelos híbridos além dos mencionados acima, e outras classificações consoante a distinção seja feita mais com base nas questões pedagógicas ou nas tecnológicas. Ressalva-se ainda que os diferentes modelos acima apresentados podem ser combinados para criar roteiros personalizados de aprendizagem.

 

Resumem-se de seguida as principais caraterísticas de cada um dos modelos de blended learning descritos:

 

Modelo de Blended Learning:

Caraterística principal

Potencialidades

Limitações

Modelo de Rotação

Alternância entre diferentes ambientes de aprendizagem

Combinação de atividades colaborativas e individuais

Necessidade de tempo e espaço dedicado na sala de aula física

Modelo Flex

Atividades online no cerne do processo

Rotina flexível e personalizável

Requer apoio tanto online quanto offline

Modelo Self-Blend

Atividades de aprendizagem em ambientes virtuais geridas pelo aluno

Professores online para apoio e suporte

Dependência do acesso à internet (recursos virtuais)

Modelo Virtual Enriquecido

Combina sessões online e presenciais (na escola)

É privilegiada a componente virtual

Pouca interação física entre os participantes, requer infraestrutura tecnológica adequada

 

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