Análise
de texto e reflexão baseada em:
Moreira,
J. A., & Horta, M. J. . (2020). Educação e ambientes híbridos de
aprendizagem: um processo de inovação sustentada. Revista UFG, 20(26).
https://doi.org/10.5216/revufg.v20.66027
Já
foi referido em posts anteriores como os modelos de ensino e aprendizagem
híbridos permitem criar experiências enriquecedoras e inovadoras. Vamos agora ver
como se pode tirar partido das potencialidades dos ambientes virtuais integrando-as
com as das salas de aula tradicionais (físicas).
Existem
quatro modelos principais de blended learning categorizados pelo Clayton Christensen Institute:
Modelo de Rotação, Modelo Flex, Modelo Self-Blend e Modelo Virtual Enriquecido.
Modelo de Rotação: Os alunos alternam
entre diferentes ambientes de aprendizagem, em que pelo menos uma das
atividades decorre online. Existem quatro submodelos dentro deste: Rotação por
Estações, Laboratório Rotacional, Sala de Aula Invertida e Rotação Individual.
·
Rotação por Estações: Os alunos circulam
entre diferentes estações de aprendizagem, realizando atividades colaborativas
ou individuais (pelo menos uma estação é online).
·
Laboratório Rotacional: Os alunos alternam
entre a sala de aula tradicional e um laboratório de informática (onde decorrem
as atividades online).
·
Sala de Aula Invertida: Os alunos estudam e
acedem à informação online fora da aula (em casa), realizando na sala de aula as
discussões de ideias e conceitos, e os exercícios práticos.
·
Rotação Individual: Cada aluno possui
um roteiro de trabalho individualizado, que pode não passar por todas as
estações disponíveis, permitindo uma personalização da experiência de
aprendizagem adaptada às necessidades específicas e capacidades individuais de
cada um.
Modelo Flex: As atividades online constituem o cerne do processo
de ensino e aprendizagem, permitindo aos alunos uma experiência flexível, adaptada
ao ritmo individual de cada um, sendo apoiada pelo professor (presencialmente
ou a distância – online).
Modelo Self-Blend: Há uma
desmaterialização da sala de aula tradicional no sentido em que os alunos
desenvolvem todas as atividades de aprendizagem em ambientes virtuais, com
professores online (podendo, no entanto, ocorrer atividades presenciais na
escola).
Modelo Virtual Enriquecido: Combina sessões
presenciais com sessões online, sendo, no entanto, privilegiada a componente
virtual.
É
importante destacar que existem outras propostas de modelos híbridos além dos
mencionados acima, e outras classificações consoante a distinção seja feita
mais com base nas questões pedagógicas ou nas tecnológicas. Ressalva-se ainda
que os diferentes modelos acima apresentados podem ser combinados para criar roteiros
personalizados de aprendizagem.
Resumem-se
de seguida as principais caraterísticas de cada um dos modelos de blended
learning descritos:
|
Modelo de Blended Learning: |
Caraterística principal |
Potencialidades |
Limitações |
|
Modelo de Rotação |
Alternância entre diferentes ambientes de
aprendizagem |
Combinação de atividades colaborativas e individuais |
Necessidade de tempo e espaço dedicado na sala de
aula física |
|
Modelo Flex |
Atividades
online no cerne do processo |
Rotina
flexível e personalizável |
Requer apoio
tanto online quanto offline |
|
Modelo Self-Blend |
Atividades de aprendizagem em ambientes virtuais
geridas pelo aluno |
Professores online para apoio e suporte |
Dependência do acesso à internet (recursos virtuais) |
|
Modelo Virtual Enriquecido |
Combina
sessões online e presenciais (na escola) |
É
privilegiada a componente virtual |
Pouca interação
física entre os participantes, requer infraestrutura tecnológica adequada |
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