Análise
de texto e reflexão baseada em:
Moreira,
J. A., & Horta, M. J. . (2020). Educação e ambientes híbridos de
aprendizagem: um processo de inovação sustentada. Revista UFG, 20(26).
https://doi.org/10.5216/revufg.v20.66027
Tendo
vindo a discutir-se, em posts anteriores, como os modelos de ensino e
aprendizagem híbridos permitem criar experiências enriquecedoras e inovadoras,
vamos agora ver de que forma os professores e educadores devem planificar as atividades
a desenvolver em blended learning.
Tal
como em qualquer outro contexto de educação ou formação, é fundamental realizar
uma planificação a longo prazo das atividades de aprendizagem a promover para tirar
o melhor partido de cada recurso disponível e de cada atividade, de forma a
atingir os objetivos pretendidos. No caso específico destes modelos de ensino,
é necessário dedicar ainda mais tempo à preparação, uma vez que a combinação e
integração dos diferentes ambientes e recursos requer uma gestão pedagógica
mais complexa.
Os principais cuidados que o professor deve
ter na planificação de atividades de aprendizagem em ambientes híbridos envolvem,
numa fase prévia:
· Realizar a
planificação com rigor e antecedência relativamente ao início do ano letivo ou
do curso/módulo respetivo.
· Experimentar
softwares e aplicações que sejam intuitivos/de fácil utilização por parte dos
alunos garantindo a acessibilidade de todos.
· Definir as estratégias
pedagógicas e selecionar os recursos adequados em cada ambiente.
· Planear a criação de
conteúdos ou a sua seleção e eventual adaptação com a devida antecedência.
· Criar um Guia
Pedagógico que informe os alunos sobre: o que se espera que aprendam, as
modalidades de trabalho, os recursos, as atividades a realizar, e os produtos
esperados/avaliação.
· Garantir a
articulação entre os objetivos que se espera atingir e as atividades e recursos,
e a sua clareza para os alunos no Guia Pedagógico.
· Disponibilizar o Guia
Pedagógico completo aos alunos antes do início das atividades.
Há depois outros cuidados a ter durante a implementação
e no apoio aos alunos, que devem ser planeados antecipadamente:
· Orientar os alunos no
estabelecimento de prioridades, calendarizando antecipadamente as atividades a
desenvolver e estabelecendo os prazos para a avaliação.
· Auxiliar os alunos, especialmente
no que se refere ao trabalho autónomo, prevendo a necessidade de apoio e
orientação no sequenciamento de tarefas.
· Evitar sobrecarga de
trabalho para os alunos, integrando as atividades nos diferentes ambientes onde
irão ser realizadas.
· Combinar o uso dos espaços
de aprendizagem de forma integrada, evitando a repetição e sobreposição de
atividades da mesta natureza ou com o mesmo objetivo.
· Promover o papel
ativo do estudante, incentivando a interação com o professor, com os colegas e com
os recursos.
· Promover o desenvolvimento
da autonomia, incentivando o desenvolvimento de projetos de pesquisa e a
exploração de novos conteúdos.
· Estimular a
comunicação, discussão e colaboração entre os participantes nos diferentes
espaços de aprendizagem.
· Antecipar dificuldades
que possam surgir, desenvolvendo atividades alternativas ou prevendo o uso de
outros recursos, mo âmbito de um plano flexível que permita lidar com
imprevistos ou necessidades impreteríveis de alteração da planificação, sem
comprometer os objetivos inicialmente estabelecidos no Guia.
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