segunda-feira, 3 de julho de 2023

Metaversos e Educação Híbrida

 

Análise de texto e reflexão baseada em:

Schlemmer, E., & Backes, L. (2015). Aprender e ensinar em um contexto híbrido. Editora Unisinos.

 

 

Na sequência da leitura do livro Aprender e ensinar em um contexto híbrido, de Schlemmer e Backes (2015), e na eminência da participação na minha primeira experiência de aprendizagem no second life, decidi aprofundar a reflexão acerca do contributo dos metaversos para a educação.

 

Os metaversos são espaços virtuais tridimensionais, acessíveis através de plataformas digitais, onde podemos interagir e explorar individual ou coletivamente um mundo virtual que pode ser co-criado por nós. É através da imersão nesse ambiente, seguro e controlado, que se podem proporcionar aos estudantes experiências de aprendizagem significativas, através de metodologias ativas baseadas em atividades práticas, simulações e recursos interativos.

 

Este ambiente é rico em oportunidades de promoção da colaboração na medida em que os alunos poderão sentir-se mais desinibidos e mais predispostos a trabalhar em equipa, trocando ideias e procurando juntos soluções criativas e inovadoras para os desafios que lhes são apresentados. Num mundo onde a cooperação e capacidade de inovar e encontrar soluções para os problemas são, cada vez mais, competências cruciais, os metaversos podem constituir muito mais do que um “treino para a vida”.

 

A possibilidade de exploração autónoma, o gosto pela descoberta e a construção ativa do conhecimento são incentivados pelo recurso aos metaversos em contexto educativo, facilitando a compreensão em contexto e a capacidade de transferência dos conhecimentos e aprendizagens para situações novas, problemáticas e reais.

 

Os metaversos permitem “viajar no tempo” a situações historicamente relevantes, “viajar no espaço” até locais geograficamente distantes, praticar idiomas, realizar experiências simuladas, etc., sendo o limite único a nossa imaginação e criatividade colocadas ao serviço da pedagogia.

 

Não é demais salientar que, não obstante todas as suas potencialidades, o recurso a ambientes imersivos na educação requer contextualização e intencionalidade pedagógica como moldura de toda a experiência que se pretende criar, bem como um acompanhamento e orientação por parte do professor, de modo a garantir uma experiência de aprendizagem bem-sucedida.

 

Depois desta introdução, vamos explorar as possibilidades de utilização do Second Life em educação!

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