Análise
de texto e reflexão baseada em:
Schlemmer,
E., & Backes, L. (2015). Aprender e ensinar em um contexto híbrido. Editora
Unisinos.
Na
sequência da leitura do livro Aprender e ensinar em um contexto híbrido,
de Schlemmer e Backes (2015), e na eminência da participação na minha primeira
experiência de aprendizagem no second life, decidi aprofundar a reflexão
acerca do contributo dos metaversos para a educação.
Os metaversos
são espaços virtuais tridimensionais, acessíveis através de plataformas
digitais, onde podemos interagir e explorar individual ou coletivamente um
mundo virtual que pode ser co-criado por nós. É através da imersão nesse
ambiente, seguro e controlado, que se podem proporcionar aos estudantes experiências
de aprendizagem significativas, através de metodologias ativas baseadas em
atividades práticas, simulações e recursos interativos.
Este
ambiente é rico em oportunidades de promoção da colaboração na medida em que os
alunos poderão sentir-se mais desinibidos e mais predispostos a trabalhar em
equipa, trocando ideias e procurando juntos soluções criativas e inovadoras para
os desafios que lhes são apresentados. Num mundo onde a cooperação e capacidade
de inovar e encontrar soluções para os problemas são, cada vez mais, competências
cruciais, os metaversos podem constituir muito mais do que um “treino para a
vida”.
A possibilidade
de exploração autónoma, o gosto pela descoberta e a construção ativa do
conhecimento são incentivados pelo recurso aos metaversos em contexto educativo,
facilitando a compreensão em contexto e a capacidade de transferência dos
conhecimentos e aprendizagens para situações novas, problemáticas e reais.
Os
metaversos permitem “viajar no tempo” a situações historicamente relevantes, “viajar
no espaço” até locais geograficamente distantes, praticar idiomas, realizar experiências
simuladas, etc., sendo o limite único a nossa imaginação e criatividade
colocadas ao serviço da pedagogia.
Não é
demais salientar que, não obstante todas as suas potencialidades, o recurso a ambientes
imersivos na educação requer contextualização e intencionalidade pedagógica
como moldura de toda a experiência que se pretende criar, bem como um
acompanhamento e orientação por parte do professor, de modo a garantir uma
experiência de aprendizagem bem-sucedida.
Depois
desta introdução, vamos explorar as possibilidades de utilização do Second Life
em educação!
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