Análise
de texto e reflexão baseada em:
Silva,
P. C. D., Shitsuka, R., & Paschoal, P. A. G. (2015). Afetividade nas
interações em AVA: um estudo sobre a interação na educação a distância.
Associação Brasileira de Educação a Distância, 14.
Tendo
vindo a ler e refletir sobre a importância do jogo, das redes sociais, da
interação social, da componente lúdica, etc. na educação e o seu contributo
para a motivação e envolvimento dos estudantes na aprendizagem, resolvi
pesquisar sobre a componente de afetividade na interação em Ambientes Virtuais
de Aprendizagem e deparei-me com o texto acima referido, que considero muito
interessante.
Este
documento refere-se a um estudo que aborda a importância da interação e da
afetividade em ambientes virtuais de aprendizagem no âmbito do ensino a
distância. Apresenta a análise da forma como os alunos se sentem mais seguros e
se exprimem com mais autonomia nas aulas online do que nas aulas presenciais
tradicionais, realça o papel da afetividade na melhoria da experiência de aprendizagem
e sugere a integração da mesma na planificação de cursos online.
Aspetos a destacar da leitura e análise que fiz:
Potencialidades do eLearning
O
ensino online apresenta algumas vantagens relativamente ao ensino presencial
tradicional no que se refere à interação entre os participantes, verificando-se
uma tendência para a utilização de ambientes virtuais de aprendizagem seja num
contexto puramente a distância, seja em situações de ensino híbrido.
A
este propósito, penso que é relevante refletirmos sobre a forma como a mudança
para ambientes virtuais de aprendizagem tem impacto na acessibilidade ao ensino
e quais as vantagens do ensino a distância em comparação com as aulas
presenciais tradicionais.
A importância da afetividade na aprendizagem online
O
texto apresenta algumas reflexões acerca da afetividade nas interações em
ambientes virtuais de aprendizagem, nomeadamente acerca da forma como se
processa a interação entre os professores/tutores e os estudantes, e a forma
como ela influencia o seu desempenho académico.
Penso
que este é o ponto de partida para refletirmos sobre duas questões importantes. A primeira envolve perceber de que forma a
nossa interação online, enquanto professores em contexto de ensino a distância,
contribui para a motivação e para o empenho dos nossos alunos. A segunda é tentarmos
perceber que estratégias podemos usar de forma a criar um ambiente de
aprendizagem online que proporcione relações interpessoais de confiança e entreajuda.
Perspetivas dos estudantes
No
texto são incluídas as perspetivas de alguns estudantes relativamente à sua
frequência de cursos online. Curiosamente (pelo menos, eu não estava à espera
de encontrar reações tão favoráveis) a maioria relata experiências de
aprendizagem muito positivas do ponto de vista da afetividade que se refletiram
na sua motivação, confiança nas interações online e sensação de liberdade e
autonomia. São ainda referidas vantagens em termos de facilidade de acesso aos
materiais e recursos e à melhoria das competências de escrita. Os alunos
referem ainda que há uma menor inibição em situações de trabalho assíncrono
porque, por um lado não estão na presença do professor, e por outro pela
liberdade de participar em qualquer altura.
Acerca
deste assunto, houve duas questões que me surgiram, e sobre as quais precisarei
de continuar a refletir:
- De
que forma é que os AVA podem contribuir para que alunos mais tímidos melhorem a
sua confiança e se sintam confortáveis para participar de forma mais ativa nas
atividades de aprendizagem e exprimir-se livremente?
- Que
tipo de atividades online podemos criar para promover o desenvolvimento de
competências de escrita, da capacidade de argumentação e de melhoria da
comunicação (matemática, no meu caso específico) dos alunos?
Interação presencial
Apesar
de todas as vantagens enunciadas acima para a aprendizagem online, os próprios estudantes
reconhecem que a interação presencial também tem aspetos positivos que se
perdem no ensino a distância, referindo que o contacto inicial presencial pode contribuir
para facilitar o estabelecimento de uma relação pessoal de confiança. No
entanto, nenhum dos alunos entrevistados considerou este aspeto fundamental
para o seu sucesso nesta modalidade de ensino (a distância).
Penso
que podemos então refletir sobre a forma como, nos ambientes híbridos de
aprendizagem, conseguimos tirar o melhor partido das diferentes formas de
interação entre os participantes, e também pensar em estratégias que, no ensino
online, possam compensar a falta de interação presencial e proporcionar o estabelecimento
de relações de afetividade significativas entre os participantes.
Abordagem Construtivista:
De
um modo geral penso que este texto realça a importância de, ao criarmos os
ambientes virtuais de aprendizagem, fundamentarmos as nossas opções pedagógicas
e tecnológicas numa perspetiva construtivista. O capítulo destaca a importância
de construir ambientes e relações de aprendizagem virtuais com base numa
perspetiva construtivista, nunca esquecendo o papel da interatividade e da
afetividade como elemento fundamental de uma educação de qualidade.
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